Quarta-feira, Novembro 17, 2010

It's the bonecada, stupid!


é giro isto da bonecada no facebook. pelo que já li por aí, a coisa ou é publicidade pura ou manipulação de rede social ou mesmo alguma conspiração. ou então é coisa inventada pelo Continente (juro que já li isto algures) ou mesmo cena criada por pedófilos (é uma teoria rebuscada mas interessante) ou propaganda à Caderneta de Cromos de Markl (o que até nem estava mal visto). O que não pode ser é uma epidemia benigna, nem ter a ver com alguma homenagem já com um mês ao sr. Pokémon. Isso é que não. Que o povo é burro, como todos sabemos. Quando vai todo em carneirada, só pode ser coisa do demo. Era o que mais faltava que as pessoas se andassem simplesmente a distrair de outras agruras ou a passearem saudavelmente pelas suas nostalgias por escolha própria. Ou mesmo que milhões de facebookers estivessem, pura e simplesmente, a exercer um extraordinário trabalho arqueológico utilizando o poder, já tantas vezes utilizado para coisas mais sérias, que a net nos deus. what's up doc?

Sexta-feira, Novembro 12, 2010

Quarta-feira, Novembro 03, 2010

Rosas, Sakineh


Sakineh não é uma mulher, Sakineh é milhões de mulheres e homens, Sakineh não é apenas uma condenada à morte por um tribunal mais ou menos respeitado de um qualquer país num processo mais ou menos estranho e mais ou menos político, Sakineh somos nós. Sakineh tornou-se, por força da rede, um símbolo universal de um eterno clamor por justiça, dignidade e respeito pelos direitos humanos e civis. E nós, agora e à distância, nada podemos fazer se não multiplicar cliques e emails. E não, não é apenas descarga de consciência mas um grito, um e-grito colectivo que é, de facto, o grito material de milhões. E quando tanta gente grita é forçoso que alguém oiça. Porque do grito à acção física, local e global, vão apenas dois passos. E não se engane quem pensa que isto é igual a um qualquer jogo virtual, por muito que pareça a quem aprecia subestimar as comunidades nascidas online, porque estas são compostas por muita gente que sabe a diferença entre ficção e realidade. A 1 de Dezembro de 1955, em Alabama, EUA, Rosa Louise McCauley Parks, decidiu ficar sentada no seu lugar no autocarro. Hoje, 55 anos depois, se o contexto e acção se repetissem, a diferença seria apenas que, amanhã, milhares, depois milhões, de Rosas Louise McCauley Parks permaneceriam politicamente sentadas num qualquer lugar num qualquer autocarro num qualquer canto do mundo. Sakineh não pode defender-se, muito menos poderá recusar-se ao que quer que seja ou terá o direito, sequer, de gritar por justiça, por um julgamento íntegro. Por isso, gritamos nós. É certo que este Irão pode até matar Sakineh. E é certo que poderá continuar a matar Sakinehs, a degolar o seu povo em nome do inconcebível. E outros grandes e pequenos Irãos podem até continuar a assassinar a liberdade e direitos dos que subjugam. Mas, um dia, Rosa ganhou o direito de não ser obrigada a levantar-se do seu lugar no autocarro. E, se não agora, um dia, Sakineh ganhará o direito à vida. Não é poesia, é guerra.

Segunda-feira, Setembro 20, 2010

eCarta Aberta à República: Expo Povo - E se celebrássemos o centenário da República uma semana antes para despachar?

[eCarta enviada hoje para comissao@centenariorepublica.pt / participar@centenariorepublica.pt]

Caros srs.

Após confirmar datas e horários e local (na Visão, no Público e naturalmente no v. site) da exposição Povo, desloquei-me ontem ao belo Museu da Electricidade. Como li por todo o lado que era o último dia, não quis perder tal prometedora mostra e, apesar de ser um dia atarefado para mim, com diversos trabalhos, alterei agendas, saltei para um taxi e corri para Belém.
A minha expectativa foi tamanho da minha frustração. A funcionária, simpaticamente, informou-me que a exposição terminou dia 14 de Setembro. Bom, pensei, engano meu, decerto. ao menos aprecio o que o museu tem para oferecer. Tendo agora confirmado que, de facto, o engano de datas não foi meu mas antes está por todo o lado, incluindo no v. site, gostaria de ser informado dos motivos que levaram a alterar as datas sem alterar a informação oficial das mesmas (ao menos no site!). Pelo número de pessoas com ar de frustação que vi por lá, não fui o único a sentir-me enganado, revoltado e outras coisas que tais.
Tenho seguido atentamente (tanto profissional como pessoalmente) muitas e várias iniciativas do Centenário e, na realidade, é a 1.ª vez que dou por tal inépcia, falta de profissionalismo e respeito pelo cidadão na programação do evento. Tenho para mim que se o dia da Implantação da República Portuguesa tivesse dependido da pessoa responsável por este disparate estaríamos hoje a ajoelhar-nos aos pés de um qualquer Dom Manuel III ou IV.

grato pela atenção,
Luís J Santos

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Exposição: Povo | People

08.06.2010

Exposição
Povo | People

ENTRADA LIVRE

Local: Lisboa, Museu da Electricidade
Período de exibição: 19 de Junho a 19 de Setembro de 2010
Horário: todos os dias, entre as 10h e as 18h e aos sábados até às 20h

(...)

< bLAb Zombie, take 1 - Canada Dry >



Ontem vi um fime-ovni gay pornohorror cheio de zombies sem-abrigo, metáforas e semiologias (semenologias, melhor dizendo), necrofilia com molho de soja (se não era, peço desculpa ao fabricante), dentes capitalistas e fetichismos psicosociais, sangue a jorros, pilas com um curioso minichapéuzinho da madeira que parecem dispensadores do dito molho, um actor porno pintado e repintado por um warhol muita bêbado, uma visita NGC a um estúdio porno gay, enfim, Hollywood. Junta-se tudo e tem-se uma coisa com a graça de uma chiclete gore&hardcore.

Passada a 'originalidade' dos sem-abrigo/zombies (olha a novidade), percebida a ideia que vampiros não podiam ser (overdose, claro), engolida a violência pop de órgãos a escorrerem pelo ecrã ou a serem fodidos, que resta? Uma ideia engraçada de um artista que conceptualizar, conceptualiza, mas que entregar, não entrega. Isto de lugares comuns tá o inferno audiovisual cheio e fodas-madrinhas já nos deu Hollywood que chegue. É um teledisco de uma hora que bem podia igualmente chamar-se LA Zombie e ser musicado pelos rammstein. Ora uma hora é muito tempo para uma coisa artisticazinha que não chega ao pé das obras 'radicais' anteriores deste batman canadiano. Não em vão, o trailler é bem melhor que o filme e este reduzido a curta (eu diria uns 27 minutos, 28, é que era bom).

Em resumo: obra-prima, vintage, filme de culto, enfim dou-lhe já ****** ou mesmo *******, que sou um mãos-largas, e declaro-o de visão obrigatória - particularmente indicado para fãs do Feiticeiro de Oz que em simultâneo adorem os filmes com François Sagat. Fãs de Romero ou cronenberguianos abstenham-se.





além de mind fucks e zombies fucks, françois sagat também sabe foder bolas

posto isto: os meus Bruce LaBruce favoritos são The Raspberry Reich e No Skin Off My Ass (ambos em dois sabores)

passatempo: tentem pesquisar Bruce LaBruce @ imdb - cá pra mim é censura
ou

Terça-feira, Junho 22, 2010

Contra la Impunidad


Cineastas, actores, músicos y escritores se meten en la piel de 15 asesinados por el franquismo.
Pedro Almodovar, Maribel Verdú, Javier Bardem, Almudena Grandes, Juan Diego Botto, María Galiana, Carmen Machi, Juan José Millás, Aitana Sánchez-Gijón, Oaco León, Pilar Bardem, José Manuel Seda, Hugo Silva, Miguel Ríos y Juan Diego dan voz a quince víctimas del franquismo.
Vídeo de libre difusión. Pásalo.

Terça-feira, Junho 15, 2010

Mezinhas e-caseiras: Feitiço para curar a calvície

Pegar umas dez moscas domésticas e atirar numa frigideira onde esteja a ferver um pouco de azeite puro, de boa qualidade. Deixar que as moscas fervam bastante com o azeite. Quando passar tempo suficiente para que os micróbios morram pela fervura tirar a frigideira do fogo. Deixar esfriar e guardar aquele azeite com as moscas num frasco. Unta-se com este azeite a parte calva da cabeça todos os dias. É bom que antes de aplicar o azeite se raspe com navalha a parte já calva para dar força à penugem que ainda resta.

fonte: Internet